Quase

Aqui, agora, tudo acontece antes de eu sequer piscar os olhos, antes da própria ideia de espaço, antes do toque dos meus dedos na parede, antes dos neurônios impulsionarem em direção a criação de um pensamento e bem antes dos meus pulmões expandirem para me manter viva. É nesse instante não instante que o passado, presente e futuro dissipam-se e a ideia de linearidade sai pela janela céu afora. É no esquecimento do existir que eu desacelero ao ponto de quase parar.